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Governo destina R$ 40 milhões para construção de complexo escolar em Roca Sales

Além das novas instalações para a escola estadual atingida pelas inundações, no local será erguida uma instituição municipal

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Imagem digital de uma projeção arquitetônica do acesso principal de um complexo escolar. Em primeiro plano, há um portão de entrada cercado por estruturas metálicas e pilares de concreto, com a inscrição “Escola Estadual”. À direita, um pilar identifica o local como “01 Acesso”. O projeto inclui gradis, áreas de circulação de pedestres, bicicletário e rampas de acessibilidade com corrimãos. Ao fundo, destaca-se um ginásio coberto com arquitetura moderna, caracterizado por uma grande cobertura curva branca com detalhes em amarelo e amplos painéis de fechamento. O entorno conta com iluminação pública, áreas ajardinadas e vias de acesso. A composição evidencia a integração entre os acessos, os espaços de circulação e o ginásio dentro do futuro complexo escolar.
Novos prédios da Escola Padre Fernando substituirão os atingidos pelas enchentes de 2023 e 2024 - Foto: SOP
Por Ariel Engster/ASCOM SOP

O governo do Rio Grande do Sul construirá um complexo escolar em Roca Sales. O local abrigará as novas instalações da Escola Estadual de Educação Básica Padre Fernando e uma instituição municipal. O investimento é de R$ 40 milhões, com recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). A obra, gerenciada pela Secretaria de Obras Públicas (SOP), está em fase de licitação, com previsão de conclusão no segundo semestre de 2027.

A construção do complexo escolar transformará uma memória dos estragos das inundações em símbolo do recomeço do Estado. A Escola Padre Fernando ficava muito próxima ao rio Taquari, no Centro do município. Atingidos pelas cheias de 2023 e 2024, os prédios ficaram completamente comprometidos e não puderam mais ser utilizados. Diante disso, a SOP e a Secretaria da Educação (Seduc) iniciaram o planejamento para a construção de novas instalações. Como a prefeitura também tinha a demanda por uma escola municipal, o governo estadual sugeriu a união das duas instituições em um mesmo local, buscando otimizar o uso das edificações e a aplicação dos investimentos.

A execução do complexo ocorrerá após o término de uma licitação integrada, que selecionará uma empresa que ficará responsável pelo desenvolvimento dos projetos a partir das predefinições da SOP e pela construção dos prédios.

A escola municipal será uma nova unidade, a primeira a oferecer turno integral nas séries iniciais. Ela receberá alunos de uma área ainda não atendida e que estão distribuídos em outras três instituições.

“O complexo escolar de Roca Sales é um símbolo do trabalho conjunto entre Estado e municípios para reconstruir o Rio Grande do Sul após as inundações. A Padre Fernando, que um dia foi cenário de tanta tristeza, a partir de agora será, junto com a nova escola municipal, exemplo de um futuro de união e resiliência que chega a Roca Sales”, afirma a secretária de Obras Públicas, Izabel Matte.

Terreno protegido e escolas elevadas

O complexo será erguido em um terreno cedido pela prefeitura, localizado na rua Professor Alberto Schmitz. A escola municipal ficará à esquerda e a Padre Fernando, à direita, tendo o ginásio poliesportivo entre elas. A área, de 8 mil metros quadrados, está em uma região mais protegida da cidade, seguindo recomendação da prefeitura. Além disso, será feito um aterro para elevar as escolas em aproximadamente um metro em relação ao nível da rua.

O terreno será dividido em 4,8 mil metros quadrados para a escola estadual e 3,2 mil metros quadrados para a municipal. A área construída do complexo terá quase 6,5 mil metros quadrados. Haverá espaços de uso comum, como o ginásio e a biblioteca, incentivando a integração entre equipes e alunos.

A implantação das unidades em um mesmo local facilitará, ainda, a transição dos estudantes do Ensino Fundamental municipal para o Ensino Médio estadual, eliminando a necessidade de deslocamento para outro endereço e promovendo maior permanência e vínculo dos alunos com o ambiente escolar.

“Junto da ideia de construir as duas escolas em um mesmo terreno veio a determinação de haver espaços compartilhados. Isso traz um benefício econômico, por evitar duplicidade de instalações, mas é muito mais do que isso. Com o decorrer dos anos, o aluno passará da escola municipal para a estadual, mas continuará a circular por lugares conhecidos como a biblioteca. Ela será um símbolo de que este é um lugar de ensino não só do Estado, não só do município, mas especial e essencialmente dos alunos, que poderão ali fazer toda a sua formação”, diz Izabel. “O complexo de Roca Sales não é só o reparo de algo que a inundação destruiu. É um exemplo de como a educação está sendo repensada no Rio Grande do Sul.”

No complexo, poderão ser atendidos até 915 estudantes. A Padre Fernando terá capacidade para 300 alunos em turno integral e 90 no Ensino Médio noturno, enquanto a escola municipal poderá receber 525 estudantes em turno integral.

Imagem digital de uma projeção arquitetônica tridimensional de um complexo escolar. O conjunto é composto por diversos blocos de edifícios distribuídos de forma simétrica ao redor de uma grande estrutura central de um ginásio com telhado curvo. Na parte frontal, há acessos com portões, áreas de circulação de pedestres, estacionamentos com vagas acessíveis sinalizadas e árvores. Ao longo do terreno, os prédios apresentam um ou dois pavimentos, conectados por caminhos internos e áreas abertas. Ao fundo do complexo, destacam-se duas torres elevadas integradas ao projeto. A renderização utiliza cores neutras, com predominância de tons de branco, cinza e detalhes em amarelo, evidenciando a organização e a dimensão da futura infraestrutura escolar.
Complexo terá em um mesmo terreno uma escola estadual, uma municipal e um ginásio de uso compartilhado - Foto: SOP

Modelo Escola+

Os prédios seguirão o modelo do Escola+, que define os padrões visuais e de construção para a Rede Estadual. Nesse estilo de projeto, as construções são feitas por módulos fabricados fora do canteiro de obras e montados e encaixados no local de implantação, sistema chamado off-site. Isso reduz prazos e diminui os impactos ambientais.

O Escola+ conta com uma identidade visual específica, garantindo unidade estética e funcional entre as escolas da Rede Estadual. A padronização inclui pórticos, sinalização, cores, elementos arquitetônicos e placas, o que reforça o reconhecimento das escolas e potencializa a eficiência na execução de novas obras.

Os ambientes escolares projetados priorizam conforto, estética e funcionalidade, proporcionando espaços mais acolhedores e estimulantes para a comunidade escolar. A organização do espaço foi feita de maneira a facilitar a percepção visual e a orientação dos usuários de forma intuitiva. O aluno não se perde no ambiente porque há uma abrangência visual ampla.

O ginásio poderá ser utilizado como abrigo em situações de crise. Se necessário, ele pode comportar até 80 pessoas, contando com banheiros e refeitório. Há como adaptar o espaço para disponibilizar dois dormitórios coletivos, comportando oito camas ou beliches em cada e recebendo até 32 pessoas, e 12 unidades familiares, com uma cama de casal e duas de solteiro em cada, para até 48 pessoas. Com aproximadamente mil metros quadrados, terá uma quadra poliesportiva e vestiários feminino, masculino e para pessoas com deficiência (PcD), além de depósitos de material de educação física.

Imagem digital de uma projeção arquitetônica da fachada de um ginásio integrante de um complexo escolar. A construção apresenta cobertura curva de grande porte, com estrutura metálica aparente e amplas áreas de fechamento em tela. A fachada é predominantemente branca, com um contorno em amarelo que destaca o desenho arquitetônico do edifício. Na entrada principal há um portão metálico centralizado, escadaria com corrimãos e rampas de acessibilidade nas laterais. Duas colunas de concreto identificam o acesso, sendo que uma delas exibe a palavra “Ginásio” e a outra a inscrição “02 Acesso”. O entorno conta com cercamento, áreas gramadas, árvores e postes de iluminação. A imagem destaca soluções de acessibilidade e a arquitetura moderna prevista para o equipamento esportivo.
O ginásio poderá ser utilizado como abrigo em situações de crise, comportando até 80 pessoas - Foto: SOP

Escolas recuperadas

Até o momento, em obras sob a sua gestão, a SOP destinou R$ 185 milhões para a recuperação dos danos causados pelas inundações em 161 instituições da Rede Estadual de Educação. Desse total, R$ 58,7 milhões foram aplicados em intervenções já concluídas em 107 escolas, enquanto outras 42 seguem com melhorias em andamento, com investimento de R$ 53,2 milhões. Além dessas, em cinco as obras iniciarão nos próximos dias. As demais encontram-se em fase de contrato, de licitação ou de elaboração de projeto. A secretaria ficou responsável pela recuperação de 159 escolas, todas já atendidas ou em processo de atendimento.

No momento, passam por obras de recuperação instituições atingidas como a Escola Estadual Especial Brigadeiro Ney Gomes da Silva, em Canoas (investimento de R$ 3,8 milhões), a Escola Técnica Estadual 31 de Janeiro, em Campo Bom (R$ 3,4 milhões) e o Instituto Estadual Paulo Freire, em São Sebastião do Caí (R$ 3,3 milhões). A Paulo Freire, inclusive, já havia recebido R$ 1 milhão para poder atender novamente os alunos, o que a levou a sediar a abertura do ano letivo de 2025, marcando a recuperação após a inundação.

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