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Leite vistoria recuperação do Colégio Félix da Cunha, em Pelotas

Com preservação de elementos originais, investimento é de R$ 1,2 milhão

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Em uma sala ampla de prédio histórico, com piso de madeira e portas altas pintadas de branco, cerca de uma dúzia de pessoas participa de uma conversa em grupo. No centro da imagem, uma pessoa vestindo terno azul escuro fala e faz um gesto com as mãos enquanto é observada pelas demais. Ao redor, várias pessoas estão de pé formando um semicírculo, algumas usando casacos verdes com logotipo branco no peito e crachás de identificação. A iluminação natural entra pelas portas e janelas, deixando o ambiente claro. Ao fundo, são visíveis outras pessoas e detalhes da arquitetura interna, incluindo portas abertas e teto de madeira. A cena transmite um momento de visita institucional, reunião ou apresentação em ambiente de trabalho.
Governador destacou importância do prédio histórico para a comunidade - Foto: João Pedro Rodrigues/Secom
Por Marluci Brock/ASCOM SOP

O governador Eduardo Leite vistoriou, nesta segunda-feira (26/10), o andamento das obras do Colégio Estadual (CE) Félix da Cunha, em Pelotas. Leite foi acompanhado pela secretária da Educação, Stefanie Eskereski, e pela secretária-adjunta de Obras Públicas, Elis Bueno.

Com investimento de R$ 1,2 milhão, a intervenção integra o conjunto de ações do governo para recuperar e preservar edificações históricas. A Secretaria de Obras Públicas (SOP) é responsável pela execução e fiscalização dos serviços.

“No primeiro mandato, nós arrumamos as contas do Estado. Neste segundo, deixei claro que iríamos focar nas escolas. Ainda temos muitos desafios, porque são cerca de 2,3 mil unidades escolares que passaram muito tempo sem a manutenção e os reparos necessários. Mas conseguimos destravar a burocracia e retomar a capacidade de fazer as obras acontecerem”, disse Leite. “Em todo o Estado, são reparos em mais de mil escolas. Só em Pelotas, quase R$ 30 milhões em 24 unidades. E aqui, no Félix da Cunha, temos também o cuidado de recuperar um prédio histórico e devolvê-lo à comunidade com a dignidade e o orgulho que a escola merece.”

Fundado em 1913, o CE Félix da Cunha foi o segundo colégio primário público e laico de Pelotas. A cerimônia de inauguração teve como orador o escritor gaúcho Simões Lopes Neto. Mais de um século depois, a instituição segue em atividade e atende 415 alunos.

Sala de aula com paredes em tons de branco e azul, equipada com carteiras escolares, estantes metálicas e mobiliário de escritório. Em primeiro plano, estudantes estão sentados nas carteiras, de costas para a câmera. Ao centro, uma pessoa usando casaco verde e crachá fala enquanto segura uma folha de papel. Ao lado, outra pessoa veste terno azul e observa a apresentação. Na entrada da sala, outras pessoas acompanham a atividade, agrupadas junto à porta de madeira aberta.

À esquerda da imagem há um armário branco fixado na parede e um cartaz com mapa. À direita, uma lousa branca exibe anotações parcialmente legíveis, incluindo o texto “Língua Portuguesa - Trabalho Jun...” e uma data incompleta. Também há uma estante vazia encostada na parede. Sobre uma das mesas, vê-se uma garrafa de água e materiais escolares.

A iluminação é uniforme, vinda principalmente da iluminação interna da sala. A cena retrata uma visita ou atividade acompanhada por um grupo de pessoas em ambiente educacional, com interação entre visitantes, estudantes e equipe escolar.
Leite e outros representantes do Estado visitaram salas de aula - Foto: João Pedro Rodrigues/Secom

Sobre a obra

Iniciada em agosto de 2025, a obra no Félix da Cunha é importante para a comunidade pelotense, tanto pela relevância histórica da instituição quanto pela necessidade de reparar as condições de uso do prédio. Parte de sua estrutura foi interditada devido à precariedade da edificação.

“Recuperar uma instituição como o Félix da Cunha é cuidar de um patrimônio que faz parte da história de Pelotas e da educação pública gaúcha. Estamos entregando à comunidade uma escola segura e preparada para os próximos anos, com o cuidado que a trajetória do colégio pede”, destacou Elis.

Os serviços foram organizados em duas etapas. Na primeira, os trabalhos se concentraram nos anexos e nas áreas de acesso, com recuperação estrutural da cobertura; manutenção de telhados e pisos; pintura dos muros junto à quadra; e reparos na rede hidráulica.

Ambiente interno de um prédio histórico visto a partir de um ângulo baixo, próximo ao piso. A imagem destaca uma sala vazia com piso de madeira polida em tons claros e escuros, paredes brancas e acabamento arquitetônico preservado.

Ao centro, há uma porta dupla branca com detalhes ornamentais e vidros decorativos texturizados em tons de verde e transparente. À direita, uma porta alta com folhas abertas permite a entrada de luz natural intensa, que se projeta sobre o piso de madeira. Acima das portas, observam-se bandeiras de vidro e molduras trabalhadas características de construções antigas.

O teto é revestido com tábuas de madeira aparente em diferentes tonalidades de marrom. No canto direito da parede, há fiação elétrica exposta próxima a uma tomada. À esquerda, parte de outra porta branca aparece em primeiro plano.

A iluminação natural valoriza os detalhes arquitetônicos e cria áreas de sombra suave no ambiente. A cena enfatiza os elementos históricos da construção, sem a presença de pessoas ou móveis.
Governo priorizou conservação de elementos originais da edificação, como os vitrais - Foto: João Pedro Rodrigues/Secom

Na segunda etapa, os serviços incluíram recuperação estrutural da laje do piso de acesso e dos pisos internos; manutenção da cobertura, das esquadrias, das instalações elétricas e do piso da quadra; instalação de equipamentos; colocação de pisos de madeira; e pintura da edificação. Durante a intervenção, a SOP priorizou a conservação de elementos originais da edificação – como os ladrilhos do hall de entrada, os assoalhos de madeira, as aberturas e os vitrais.

Com pouco mais de 80% dos serviços concluídos, a obra segue em andamento, com previsão de entrega até o final de novembro.

Conservação dos prédios históricos

A preservação do patrimônio histórico faz parte da trajetória da SOP. Entre os exemplos mais antigos, estão as ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões, onde os primeiros escoramentos das paredes do templo foram realizados de 1925 a 1927 pela então Diretoria de Terras e Colonização, vinculada à secretaria.

Na área da educação, instituições tradicionais estão recebendo investimentos. Em Porto Alegre, o ciclo de reparos iniciou-se no Instituto de Educação (IE) General Flores da Cunha – que, após um investimento de R$ 22,9 milhões, voltou a abrir as portas aos alunos em fevereiro de 2024. Na sequência, o Colégio Estadual Paula Soares, localizado ao lado do Palácio Piratini, está recuperando sua arquitetura original, com aporte de R$ 5,5 milhões.

Área interna de um prédio histórico restaurado, com piso de madeira em diferentes tonalidades de marrom, paredes brancas e esquadrias pintadas de branco. A imagem mostra um hall ou circulação no pavimento superior, visto a partir de uma porta de acesso.

No centro da cena, há uma abertura para uma escada, protegida por guarda-corpo metálico branco. Ao redor da escada, o piso de madeira polida se destaca pela aparência uniforme e bem conservada. À direita, grandes janelas com folhas abertas permitem a entrada abundante de luz natural, iluminando o ambiente. Abaixo de uma das janelas, há uma área da parede sem acabamento final, com partes em tons avermelhados e bege visíveis.

À esquerda e ao fundo, portas altas com detalhes ornamentais conduzem a outros cômodos vazios. Sobre algumas portas, aparecem bandeiras de vidro decorativas em tons claros e vermelho escuro. O teto é revestido com madeira aparente em tonalidade castanha, harmonizando com o piso.

Não há pessoas nem móveis no local. A imagem destaca a arquitetura, a luminosidade natural e os elementos de preservação e restauração do edifício.
Com mais de 80% dos serviços concluídos, obra segue em andamento - Foto: João Pedro Rodrigues/Secom

Em Alegrete, o Instituto Estadual de Educação Oswaldo Aranha recebe R$ 5,9 milhões para uma intervenção estrutural de grande porte, a primeira desse tipo desde sua fundação, em 1929. E o Instituto de Educação Olavo Bilac, em Santa Maria, passa por uma ampla obra de conservação, restauro e revitalização.

A preservação da memória também está presente em outros prédios públicos. O edital para seleção de empresa especializada que recuperará o prédio histórico do Hospital Psiquiátrico São Pedro, em Porto Alegre, foi publicado em 13 de outubro, prevendo aporte de R$ 4,8 milhões. E a Secretaria da Fazenda, também na capital, passa por melhorias desde o início de 2024, com investimento de R$ 16,5 milhões.

Investimentos na educação

Desde 2023, o Estado investiu R$ 64,6 milhões em 38 escolas localizadas em municípios abrangidos pela 5ª Coordenadoria Regional de Obras Públicas (Crop), de Pelotas, que fiscaliza os trabalhos no Félix da Cunha. O aporte abrange obras finalizadas, em execução, por iniciar ou em fase de contratação.

No mesmo período, em todo o Rio Grande do Sul, foram destinados R$ 1,2 bilhão, desde obras em fase de projeto até concluídas.

Quadra poliesportiva externa cercada por muros altos pintados em faixas horizontais nas cores vermelho, amarelo e branco. O piso da quadra é verde, com demarcações esportivas em linhas brancas e amarelas para diferentes modalidades.

Em primeiro plano, à esquerda, há uma estrutura metálica de tabela de basquete com sinais de desgaste e ferrugem. Próximo ao centro da quadra, duas pessoas realizam serviços de manutenção ou pintura: uma está em pé segurando ferramentas, enquanto outra está sentada no chão ao lado de materiais de trabalho. Mais ao fundo, próximo ao círculo central, uma terceira pessoa trabalha agachada sobre o piso.

Nas extremidades da quadra há tabelas de basquete instaladas nos muros. Ao redor, observam-se construções vizinhas de um ou dois pavimentos com telhados aparentes. O céu está parcialmente coberto por nuvens brancas e cinzentas, com áreas de azul visíveis.

A iluminação é natural e intensa, destacando a ampla área esportiva. A imagem registra um espaço de prática esportiva em processo de conservação ou revitalização.
Obra deve ser concluída até o final de novembro - Foto: João Pedro Rodrigues/Secom
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