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Governo do Estado adota tecnologia de monitoramento remoto para acompanhar obras em prédios públicos

Sistema inovador amplia a fiscalização e dá mais transparência à execução dos projetos na Secretaria de Obras Públicas

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Foto de uma mulher com capacete de obra mexendo no celular em uma obra em um ginásio. Há uma câmera rosa sobre o capacete. Ela veste preto, usa um tirante colorido no pescoço e um smartwatch no braço. Na obra, atrás dela, pode-se ver madeiras no chão.
A arquiteta da SOP Raquel Medeiros Araújo utiliza desde maio do ano passado o sistema inovador de captura da realidade em 360º - Foto: Laiz Flores/SOP
Por Ariel Engster/ASCOM SOP e Construct IN

A Secretaria de Obras Públicas (SOP) está adotando um sistema de captura da realidade, uma tecnologia que utiliza registros em imagens 360° para acompanhamento contínuo e remoto da execução das obras. Isso garante mais eficiência na execução dos trabalhos. O modelo facilita que o avanço físico seja documentado de forma constante, reduzindo falhas, desperdícios e retrabalhos, e faz parte de uma série de inovações que o governo do Estado vem implementando para modernizar os trabalhos de recuperação da infraestrutura dos prédios públicos. A secretaria é pioneira na contratação desse sistema entre os órgãos do poder público no país.

Esse sistema é uma plataforma em nuvem que reúne documentação, monitoramento e gestão de obras. Os fiscais da secretaria deverão usar a tecnologia em melhorias e manutenções de escolas e demais prédios públicos estaduais, reforçando a digitalização do monitoramento das obras públicas. O modelo utilizado pelo Estado é o Visi, desenvolvido pela empresa gaúcha Construct IN, sediada em São Leopoldo.

“A atualização tecnológica é um dos pilares que estabelecemos para que o Estado recuperasse a infraestrutura de seus prédios e voltasse a investir em novas estruturas. O Rio Grande do Sul está alinhado com as mais modernas práticas de construção, o que garante agilidade e melhores resultados”, afirma a secretária de Obras Públicas, Izabel Matte.

“O uso sistemático de dados e registros visuais muda a forma como as obras são acompanhadas, porque desloca a gestão da percepção para a evidência técnica. Quando o acompanhamento deixa de ser pontual e passa a ser contínuo, a fiscalização ganha mais clareza sobre o andamento real das obras, o que reduz incertezas e melhora a qualidade das decisões”, afirma o CEO da Construct IN, Tales Silva.

Câmeras acopladas aos capacetes de obra

Pelo sistema, é possível capturar imagens 360º do canteiro de obras, tanto em solo como por meio de drones, e vinculá-las às plantas baixas, com data e localização. Com uma câmera 360º acoplada a um capacete de obra e conectada a um aplicativo, todo o canteiro pode ser documentado em minutos, dependendo do tamanho da obra. As imagens formam uma linha do tempo de todo o processo construtivo, facilitando a análise do andamento dos trabalhos a partir da comparação dos registros. Para isso, utilizam-se pontos de referência para captar sempre os mesmos ângulos.

A adoção em escala estadual ocorre após a realização de projetos-piloto que mostraram as vantagens do uso da ferramenta. Com ela, é possível reduzir as diferenças entre o que foi planejado e o que, de fato, está em execução. Cada registro visual é vinculado ao cronograma e às plantas do projeto, formando um histórico contínuo da obra, conhecido na engenharia como As Built digital.

Para a arquiteta da SOP Raquel Medeiros Araújo, o sistema é bastante vantajoso, facilitando e qualificando a fiscalização das obras, além de auxiliar na comparação entre projeto e execução. “É muito útil porque ajuda, por exemplo, a visualizar algo inicialmente não notado. A câmera pega tudo, do teto ao piso”, detalha.

Raquel utiliza a câmera 360º desde maio do ano passado na obra de recuperação geral do Colégio Protásio Alves, em Porto Alegre. Ao menos uma vez por semana o acompanhamento da evolução dos trabalhos é feito com a tecnologia, que será levada também para os profissionais que fiscalizam obras no interior do Estado.

O sistema de captura da realidade permite reunir em um mesmo espaço virtual todos os documentos e as pessoas envolvidas em um projeto, evitando desencontros de informação. Assim, ele pode se integrar com a metodologia do Building Information Modeling (BIM), processo colaborativo baseado em modelos tridimensionais inteligentes que abrangem a criação, o gerenciamento e o compartilhamento de informações ao longo do ciclo de vida de uma edificação. Por meio de modelagens em BIM, é possível visualizar os espaços e as mudanças propostas em tempo real, facilitando a tomada de decisões e otimizando processos.

O uso sistemático de registros visuais deve contribuir para decisões mais objetivas e para a transparência do investimento na infraestrutura dos prédios públicos. Ao documentar cada etapa da execução, o Estado passa a ter maior clareza sobre prazos, custos e conformidade técnica das intervenções realizadas.

“Estamos elevando o padrão das obras do Estado. A adoção dessa nova tecnologia torna o monitoramento dos trabalhos mais eficiente e preciso. O acompanhamento minucioso de cada etapa garante maior exatidão na construção e, consequentemente, edificações mais qualificadas e seguras”, comenta Izabel.

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