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Prédio novo muda a realidade da Escola indígena Tupe Pan

Governo investiu R$ 1,1 milhão em estrutura feita com módulos pré-fabricados

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Prédio da EEIEF Tupe Pan em tons de cinza e branco, com detalhes amarelos e verdes. A construção possui corredor coberto, grade metálica, escada lateral e é cercada por árvores
Nova estrutura da EEIEF Tupe Pan conta com salas de aula, refeitório, cozinha e banheiros - Foto: Laiz Flores/SOP
Por Marluci Brock/ASCOM SOP
Construção de madeira elevada do chão, com telhado de fibrocimento e paredes desgastadas. Ao redor, há vegetação, terreno de terra e pedras e, à direita, um carro estacionado.
Antiga estrutura de madeira da EEIEF Tupe Pan foi substituída após problemas estruturais - Foto: Divulgação/SOP

Um novo tempo se iniciou para a comunidade da Escola Estadual Indígena de Ensino Fundamental (EEIEF) Tupe Pan, na zona sul de Porto Alegre, em condições muito melhores para o aprendizado. Ela agora conta com um prédio construído com módulos off-site, um sistema construtivo em que os ambientes são produzidos em fábrica e levados prontos para montagem no terreno. Com investimento de R$ 1,1 milhão, a obra foi fiscalizada pela Secretaria de Obras Públicas (SOP). O novo espaço é formado por duas salas de aula, com capacidade para atender até 24 alunos, além de refeitório, cozinha e dois banheiros.

Ambiente de cozinha com paredes claras e mobília predominantemente branca. À esquerda, há um armário alto de duas portas. Ao fundo, uma bancada com armários inferiores abriga um forno micro-ondas branco, uma pia de inox e uma grande janela que permite a entrada de luz natural e vista para a vegetação externa. Próximo à bancada, há um fogão industrial de quatro bocas na cor preta. Em primeiro plano, uma mesa ou bancada com superfície escura possui um cesto plástico vermelho sobre ela. O espaço está organizado, limpo e sem pessoas presentes.
A escola recebeu equipamentos novos para cozinha e refeitório - Foto: Laiz Flores/SOP

A instituição funcionava em uma edificação de madeira precária que apresentava problemas no alicerce e na estrutura. A situação agravou-se com as chuvas intensas, que comprometeram ainda mais a situação.

A construção pelo sistema off-site permite que os diferentes ambientes sejam produzidos fora do canteiro de obras. Depois de fabricadas, as estruturas são transportadas até o local e conectadas umas às outras para formar o conjunto da edificação. A solução reduz etapas executadas no terreno, dá mais agilidade na implantação e gera menos impacto ambiental.

“A escola é um espaço de pertencimento, e a Tupe Pan merecia um prédio adequado para o pleno desenvolvimento das atividades educacionais. A SOP entregou para a comunidade uma estrutura segura e adequada, que acolhe os alunos com conforto e qualidade," destaca a secretária de Obras Públicas, Izabel Matte.

Sala de aula com paredes em tons de branco e verde-claro, iluminada por luz natural que entra por uma janela ampla ao fundo. Seis crianças estão distribuídas em carteiras escolares individuais de cor branca e verde, com cadernos abertos sobre as mesas. No lado esquerdo da imagem há um armário branco e uma caixa de papelão apoiada sobre uma mesa. O piso é cinza claro e o ambiente está organizado, com espaço entre as carteiras. Ao fundo, pela janela, é possível visualizar árvores e vegetação externa.
Com investimento de R$ 1,1 milhão, EEIEF Tupe Pan poderá atender até 24 alunos - Foto: Laiz Flores/SOP

Educação indígena

Atualmente, sete escolas indígenas passam por melhorias em seis municípios gaúchos. O investimento total é de R$ 2,7 milhões, beneficiando instituições localizadas em Barra do Ribeiro, Camaquã, Iraí, Liberato Salzano, Redentora e Tenente Portela. Além das obras em andamento, intervenções já concluídas representam R$ 31,8 milhões em investimentos e beneficiaram 22 escolas em 13 municípios. Desde 2023, o investimento total chega a R$ 34,4 milhões.

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