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Sistema de Gestão de Obras

Sistema de Gestão de Obras - SGO

Publicação:

Mãos segurando uma régua sobre uma planta de projeto, com par de óculos à direita
Planta de projeto - Foto: Jefferson Bernardes/Acervo PROCERGS
Por SGO/SOP

O Sistema de Gestão de Obras (SGO) é o sistema que está sendo progressivamente implantado para gerenciar todas as demandas, projetos e obras de prédios públicos da Administração Direta do Estado do Rio Grande do Sul. O sistema teve as definições de requisitos e regras de negócio estabelecidos pela Secretaria de Obras, Saneamento e Habitação (SOP), e a programação e manutenção do sistema é de responsabilidade da PROCERGS. A SEDUC, como primeiro cliente, participou das definições, assim como a CAGE (Contadoria e Auditoria-Geral do Estado), garantindo que todas as regras de negócio sejam homologadas de acordo com boas práticas de legalidade, transparência e auditoria.

Trata-se de um sistema online, com acesso exclusivo para membros da Administração Pública através do SOE - Sistema de Controle de Acesso e Segurança da PROCERGS, que gerencia o acesso à maioria dos sistemas do Estado.

O SGO é integrado com o Sistema de Finanças Públicas do Estado (FPE), administrado pela Secretaria da Fazenda (SEFAZ), o qual recebe as informações financeiras das obras em tempo real. Também tem integração com outros sistemas oficiais do Estado, como o GPE (Sistema de Gestão Patrimonial de Imóveis do Estado), COE (Compras Eletrônicas do Estado) SEO (Sistema de Elaboração de Orçamento) e EPP (Sistema de Elaboração de Plano Plurianual). Está prevista integração futura com o GCE (Sistema de Gestão de Compras Públicas), atualmente em desenvolvimento pela CELIC, e com o PROA.

O SGO atualmente atende demandas de obras oriundas da Secretaria de Educação. A meta é possibilitar a utilização para atendimento de demandas dos demais órgãos até o final de 2019.

Como funciona o SGO

O SGO não é um sistema meramente informativo, e sim um sistema que funciona com um workflow interno, o que garante que todas as informações sejam confiáveis e atualizadas em tempo real, além de garantir que todos os passos necessários sejam cumpridos pelos usuários de acordo com a sua responsabilidade funcional e técnica.

O sistema faz o acompanhamento de todo o ciclo de vida da obra, desde o pedido da mesma, passando pela vistoria técnica, elaboração do projeto e do orçamento, acompanhamento do processo de seleção de empresa (seja licitação ou dispensa de licitação por emergencialidade), acompanhamento do andamento da contratação da empresa vencedora (realizada no FPE) e a fiscalização da obra, com todas as visitas técnicas e medições, as quais são posteriormente enviadas ao FPE para liquidação e pagamento ou prestação de contas, além do registro de eventuais aditivos ao contrato.

O sistema também gerencia terceirizações de projetos, passando pelas fases de elaboração de Termo de Referência, seleção e contratação de empresa, análise dos projetos recebidos e controle de pagamentos da empresa terceirizada.

Para projetos mais complexos, o sistema exige a designação de um Gerente de Projeto e a elaboração de um Plano de Trabalho prévio ao atendimento. Para o desenvolvimento do fluxo de gestão de projetos, a SOP inspirou-se nas melhores práticas de Gerenciamento de Projetos, como as contidas no guia PMBOK (Project Management Body of Knowledge, editado pelo Project Management Institute - PMI)

Objetivos e vantagens

Entre os objetivos e vantagens do sistema, estão a disponibilidade de ferramentas e informações que permitem a gestão eficiente dos projetos e obras; o mapeamento e previsibilidade do fluxo de atendimento das demandas; a redução da burocracia que não agrega valor ao produto; a possibilidade de elaboração de relatórios gerenciais de forma a otimizar e aperfeiçoar cada vez mais o trabalho; a eficiente utilização dos recursos humanos disponíveis; a definição clara de papéis e responsabilidades; a disponibilidade dos dados de obras aos gestores de forma autônoma e em tempo real; e a transparência e a auditoria de dados.

Histórico

Os primórdios do SGO remontam a 2012, quando a Secretaria da Fazenda passou a demandar que a SOP enviasse para o FPE os dados financeiros das obras. Com a impossibilidade de integração com o antigo sistema da SOP (o PGP), bem como a incompletude deste sistema (cujos dados eram informados manualmente), surgiu a oportunidade de desenvolver um novo sistema, mais completo e abrangente, com o objetivo também de aperfeiçoar a gestão do trabalho da SOP.

O sistema foi desenvolvido com uma metodologia de desenvolvimento de softwares conhecida como Métodos Ágeis, em que um dos princípios é a implantação sucessiva de pequenas partes do sistema, ao invés da implantação completa de uma só vez. Desta forma, o sistema começou a receber as primeiras demandas para teste no final de 2013.

Em 2015 o SGO passou a ser considerado um Projeto Estratégico do Governo. Em 2016 foi designada uma equipe de servidores da SOP alocada especialmente para o projeto do sistema. Com isso, o projeto avançou, e no início de 2017 já estava pronto para receber qualquer tipo de obra da Secretaria da Educação. Têm-se a expectativa da implantação completa do sistema durante o ano de 2019.

A Equipe de Desenvolvimento, Implantação e Manutenção do Sistema de Gestão de Obras da SOP é composta pelos arquitetos Felipe Loss Reck, Paula de Moraes Lopes e Vinícius da Silveira Piccini, todos do quadro técnico da Secretaria, com consultoria técnica do Coordenador de Obras Públicas, engenheiro Ricardo Todeschini. Entre 2015 e 2017 o projeto SGO foi gerenciado pelo arquiteto Odir Baccarin, e desde o final de 2017, com a aposentadoria do primeiro, pelo arquiteto Vinícius.

Próximos Passos

A expectativa é de que em breve será possível extrair relatórios gerenciais das demandas através de uma ferramenta de Business Intelligence (B.I.), com dados oriundos do SGO.

Está prevista também a publicação de dados das obras no Portal da Transparência do Governo do Estado.

Além disso, foi assinado em 2018 um Termo de Compromisso entre o Poder Executivo (através da SOP e SEFAZ) com o Tribunal de Justiça, para implantação do SGO nas obras do TJ. Têm-se realizado diversas reuniões técnicas entre a equipe do SGO na SOP e técnicos do DINFRA (Departamento de Infraestrutura) do TJ/RS, para definição de requisitos e customizações do sistema.

Está prevista também uma integração com o PROA, de forma a evitar duplicidade de informações, e futuramente será também desenvolvido um módulo de pós-ocupação das obras.

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